A 54 dias das eleições legislativas de 29 de novembro, a média de sondagens da Su Momento coloca o PP nos 32,6 % dos votos, o PSOE nos 26,3 % e o Vox nos 18,8 %. Seguem-se o Sumar, com 6,1 %, e o Podemos, com 3,5 %. Segundo essa mesma média, a vantagem do primeiro sobre o segundo é de 6,3 pontos, e a projeção de mandatos que dela resulta apresenta intervalos que convém ler por inteiro, e não apenas pelo centro.

A média, atualizada a 6 de outubro, reúne 28 sondagens de 16 institutos, a mais recente de 3 de outubro, escolhidas entre as 468 que constam da tabela de sondagens publicadas. É ponderada pela data e pela dimensão da amostra, e o enviesamento de cada instituto é corrigido. O CIS é contabilizado em separado e tem a sua própria secção mais abaixo.

Média de sondagens, 6 de outubro (% de voto)
  • PP32,6 %
  • PSOE26,3 %
  • Vox18,8 %
  • Sumar6,1 %
  • Podemos3,5 %
  • ERC2,1 %
  • SALF1,8 %
  • EH Bildu1,4 %

Fonte: Media de Su Momento sobre encuestas publicadas (Wikipedia, CC BY-SA 4.0)

No último mês, a média tem-se movido ao ritmo das décimas. Segundo a média da Su Momento, o PP sobe 0,5 pontos em 30 dias e o Vox 0,3, enquanto o PSOE desce uma décima no mesmo período. Na última semana, nenhum partido se desloca mais de duas décimas: a série, que soma 644 dias, parece ter feito uma pausa antes da campanha.

A distância face a 2023

Tomando como referência os resultados oficiais de 2023, o PP está na média meio ponto abaixo dos 33,1 % que obteve então. O PSOE, que alcançou 31,7 %, surge 5,4 pontos abaixo. O Vox, que ficou pelos 12,4 %, aparece 6,4 pontos acima, e o Sumar, com os 12,3 % de então, 6,2 pontos abaixo.

Entre os partidos com menor percentagem, a ERC regista 2,1 % face aos 1,9 % de 2023, e o EH Bildu repete exatamente 1,4 %. O Podemos e o SALF não têm nestes dados um resultado de 2023 com o qual se comparar, pelo que a sua célula de diferença fica em branco, que é o mais honesto que uma célula pode fazer.

O CIS, na sua própria coluna

O barómetro do CIS de 4 de setembro, com uma amostra de 4042, não entra na média e é apresentado à parte. A sua estimativa ordena as duas primeiras posições ao contrário: o PSOE com 31 % e o PP com 25,5 %. O Vox surge com 16,6 %, o Sumar com 5,7 % e o Podemos com 3,7 %.

A média da Su Momento combina muitas sondagens e corrige o enviesamento de cada instituto, ao passo que o dado do CIS se apresenta como uma fotografia tirada por uma única câmara, com a sua data e a sua amostra. Quem quiser comparar todas as séries pode fazê-lo na página de sondagens.

Mandatos: medianas e intervalos

A projeção da Su Momento converte a média em mandatos com base nos resultados de 2023 por província e em 10 000 simulações. Na mediana, colocaria o PP com 135 mandatos, com um intervalo de 90 % entre 121 e 151; o PSOE com 106, entre 91 e 120; e o Vox com 65, entre 54 e 80. Segundo o Ministério do Interior, em 2023 obtiveram 137, 121 e 33 mandatos, respetivamente.

Projeção de mandatos (mediana e intervalo de 90 %)
PartidoMedianaIntervalo2023
PP135121-151137
PSOE10691-120121
Vox6554-8033
ERC83-137
Sumar74-1331
EH Bildu72-106
Junts51-87
PNV51-85

Fonte: Proyección de Su Momento; escaños de 2023: Ministerio del Interior

Mais abaixo na tabela, os intervalos pesam quase tanto como as medianas. A projeção atribui à ERC uma mediana de 8 mandatos, entre 3 e 13; ao Sumar, 7, entre 4 e 13; e ao EH Bildu, 7, entre 2 e 10. O Junts e o PNV partilham uma mediana de 5, com um intervalo de 1 a 8 cada um. Numa distribuição por províncias, umas poucas décimas no sítio certo podem fazer passar um mandato de um lado para o outro.

A mesma projeção agrega dois blocos com idêntico procedimento. A soma de PP e Vox tem uma mediana de 201 mandatos, com um intervalo entre 187 e 217, e uma probabilidade de maioria absoluta de 99,8 % nas simulações; a de PSOE, Sumar e Podemos tem uma mediana de 116, com um intervalo entre 100 e 130, e uma probabilidade de 0 %. São probabilidades do modelo, não do resultado: a nota da projeção adverte que não se trata de uma previsão.

Oito semanas dão margem para que a média se mova, e cada nova sondagem entrará no cálculo. Quem quiser testar outros cenários pode fazê-lo no simulador, e o calendário reúne as datas que faltam até 29 de novembro. Até lá, os números deste artigo são o que são: uma fotografia a 6 de outubro, com as suas margens bem à vista.